Ajuda

O Livro

Cântico de Asafe.

1 Ó Deus, porque é que nos rejeitaste? Terá sido para sempre? Porque estás tão zangado contra as tuas próprias ovelhas?
2 Lembra-te deste teu povo "que adquiriste já em tempos tão antigos,"desta terra que tomaste para ti, "e de Jerusalém em que tens habitado.
3 Levanta-te para reagires contra as constantes destruições "e contra todo o mal que o inimigo tem feito no teu santuário.
4 Aí mesmo, nos lugares santos, "os teus adversários têm levantado gritos de guerra, "e bandeiras de combate.
5 São como os lenhadores, "avançando de machado em punho pela floresta a dentro, "desbastando è esquerda e à direita.
6 Partem e destroem tudo, "até as mais belas obras de talha.
7 Lançaram fogo ao teu santuário, "profanaram a morada do teu nome; "deitaram tudo abaixo.
8 Disseram nos seus corações: ""Apaguemos todos os vestígios de Deus, "de uma vez para sempre." Queimaram estes santos lugares "onde vinhas para estares na terra com o teu povo.
9 Tudo aquilo que nos marcava como teu povo despareceu. Desapareceram os homens de Deus, os profetas. E entre nós ninguém sabe dizer até quando isto durará.
10 Sim, até quando, ó Deus, nos enxovalhará o inimigo? Até quando deixarás que desonrem o teu nome?
11 Porque retiraste de nós a tua mão, sim, a tua mão direita? Estende-a e fá-los desaparecerem.
12 Todavia Deus é o meu rei, já desde os tempos antigos, "e tem-me salvado em muitos lugares da terra.
13 Com o teu poder abriste o mar "e aniquilaste a força do monstro marinho:
14 fizeste em pedaços a cabeça do leviatã "e o deste para servir de alimento às feras do deserto.
15 Sob as tuas ordens brotaram fontes "e nasceram ribeiros para dar água ao teu povo. Por outro lado secaste rios caudalosos, como o Jordão, "para que passassem a seco para a outra margem.
16 O dia e a noite te pertencem. Fizeste a luz das estrelas e do Sol.
17 Na Terra, tudo foi ordenado por ti. Estabeleceste tanto o Verão como o Inverno.
18 Sendo assim, Senhor, vê como o inimigo te insultou. Uma gente, louca no seu orgulho, blasfemou do teu nome.
19 Não deixes as aves de rapina arrebatarem o teu povo, "como uma simples pomba. Não o deixes assim neste estado de aflição.
20 Lembra-te das tuas promessas! Pois nesta terra há escuridão e violência!
21 Que aquele que foi oprimido não fique sem desforra. Que o aflito e o necessitado ainda venham a ter muitas razões "para louvarem o teu nome.
22 Levanta-te, ó Deus, defende aquilo que afinal é a tua própria causa. Lembra-te dos insultos "que esta gente louca lança todo o dia contra ti.
23 Não te esqueças dos gritos de ódio dos teus inimigos. A revolta deles vai aumentando cada vez mais contra ti.
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