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O Livro

1 Ela:Oh, se ao menos fosses meu irmão,"poder-te-ia beijar à vontade; fosse quem fosse que estivesse a olhar,"não havia de se rir de mim.
2 Trazer-te-ia para a casa da minha mãe,"aquela que me ensinou. Dar-te-ia a beber vinho aromático"e mosto das minhas romãs.
3 Pôr-me-ias a mão esquerda debaixo da cabeça,"e com a direita me abraçarias.
4 Conjuro-vos, filhas de Jerusalém, não acordem o meu amor,"até que ele queira. As filhas de Jerusalém:
5 Quem é esta que sobe do deserto,"encostada tão aprazivelmente ao seu amado? Ele: Debaixo da macieira,"onde tua mãe te deu à luz,"aí te acordei eu, minha querida. Ela:
6 Põe-me como um selo sobre o teu coração,"como uma aliança, permanentemente; porque o amor é forte como a morte"e o ciúme cruel como a sepultura. Flameja com labaredas de fogo. São labaredas do Senhor.
7 Nem a água toda poderia apagar este amor; tão-pouco enchentes de rios o poderiam fazer. Alguém que quisesse comprar este amor"com a riqueza toda que possuísse,"não conseguiria.
8 Temos uma irmã, pequenina,"que ainda não tem seios. Que faremos, se alguém pretender pedi-la em casamento? Ele:
9 Se ela for uma muralha,"contruiremos sobre ela um palácio de prata; se ela for uma porta,"cercá-la-emos com placas de cedro. Ela:
10 Eu sou uma muralha. Meus seios são como torres. Por isso eu sou aos seus olhos"como aquela que lhe traz paz.
11 Salomão teve uma vinha em Baal-Hamom"que entregou a uns rendeiros dali; cada um dava-lhe mil peças de prata.
12 Quanto à minha própria vinha, ó Salomão, trato eu dela, leva pois as tuas mil peças de prata, e eu darei duzentas aos guardas que se ocupam dela.
13 Ó meu amor, que habitas em jardins,"os teus companheiros atentam para a tua voz; deixa-me ouvi-la também.
14 Vem depressa, meu querido; faz-te semelhante a um gamo,"a um veado novo,"correndo sobre montanhas perfumadas.
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